quarta-feira, 31 de julho de 2013

Dez Mulheres - Marcela Serrano (Leia trecho)


Sinopse


Romance que mergulha nas relações afetivas do mundo atual com profundidade e leveza, Dez mulheres esteve por meses no topo da lista de mais vendidos no Chile, seu país de origem, e também em Itália, Argentina e Espanha. Nele, nove mulheres muito diferentes entre si, e que nunca se viram antes, compartilham as histórias de suas experiências de vida mais marcantes. Natasha, a terapeuta delas – e a décima personagem dessa história –, decide reuni-las com a convicção de que as feridas começam a sarar quando se rompem as cadeias do silêncio. 

“O fantástico é que a solidão feminina se quebra com muita facilidade quando nos encontramos entre nós e nos reconhecemos. Por isso digo que as mulheres entre si nunca estão sós, os homens sim”, define a autora. Apesar do protagonismo feminino, Marcela Serrano não deixa de imprimir forte presença masculina em seu romance, resultado, segundo ela, da influência paterna marcante em sua vida e obra literária: “Meu pai foi uma presença fortíssima. Quando eu era muito pequena me disse: ‘Você terá que ganhar seu pão e ser livre’, e disso jamais me esqueci. Somos cinco irmãs e creio que no fundo meu pai não soube o que fazer conosco e nos criou como se fôssemos homens”, lembra a escritora. 

Através dos olhos de suas dez narradoras, que relatam momentos intensos que passaram, estão variadas perspectivas sobre a perda e o amor, a felicidade e a doença, o trabalho, casamentos, separações e a difícil vida com os filhos. As mulheres presentes no livro amam de uma maneira arriscada, entregando-se às paixões de uma forma única e arrebatadora. Entre elas está Lupe, uma adolescente à procura da própria identidade em meio a festas, sexo, drogas e relações pouco convencionais; ou Luisa, viúva de um desaparecido político, que por trinta anos espera a volta de seu único amor; e Andrea, jornalista bem-sucedida que, em crise, se refugia na solidão do deserto do Atacama.

Não importa a origem de cada uma nem sua idade, profissão ou ideologia. Todas carregam, em seus relatos, o peso do medo e da solidão, do desejo, das inseguranças. Algumas se prendem ao passado; outras devem enfrentar um presente que não desejaram, ou um futuro que as assusta. Mães, filhas, mulheres casadas, amantes e viúvas: guiadas por Natasha, elas aceitam o desafio de compreender suas vidas e reinventá-las, buscando superar suas angústias, receios e arrependimentos.

Vinte anos depois de escrever seu primeiro romance, Nós que nos amávamos tanto (1991), em que reúne amigas se contando histórias com “poder curativo tanto para quem as conta quanto para quem as escuta”, Serrano achou que agora suas personagens mereciam a atenção de um terapeuta. "Os tempos estão tão duros que fazia mais sentido transformar minhas protagonistas em pacientes diante de um terapeuta”, explica a autora, reconhecendo forte influência também de um psicanalista argentino com quem se tratou, na hora de pensar a estrutura do romance. 



Editora: Alfaguara
Páginas: 272 páginas


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