segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Não Violência - Mark Kurlansk (Leia trecho)


Sinopse

Grandes conquistas, ao longo da história, foram alcançadas através da não violência. Desde suas origens aos grandes ativistas, passando por Jesus Cristo, Buda e Maomé, até Gandhi e Martin Luther King Jr., Mark Kurlansky traça o caminho da não violência e mostra que muitas ideias modernas, como a União Europeia, as Nações Unidas e a abolição da escravatura, originaram-se desse movimento. 

Segundo o autor, a história do mundo é uma história de guerra. São ensinadas suas causas e consequências, além da sua importância na formação de culturas e estabelecimento de novos regimes. Assim, os conflitos acabaram consagrados como métodos dominantes de conquista e reconhecimento de territórios e ideias. 

Seria possível, entretanto, chegar aos mesmos resultados de outra maneira? Aqui, Mark Kurlansky mostra que sim. Ações que dispensam a força física podem ser tão ou mais eficazes do que soluções bélicas. Articulado e questionador, o autor propõe um olhar no qual a guerra não é solução, mas a perpetuação do problema.

Ao longo de Não violência, ele aponta os diferentes motivos para as guerras ao longo do tempo. Junto a eles, estão as contradições em decisões como as cruzadas religiosas e o intervencionismo de George W. Bush, que fomentaram conflitos por razões questionáveis. Exemplos como o Vietnã, abordado com frequência no livro, foram catalisadores de movimentos civis a favor da paz. 

Filósofos opositores das guerras e líderes de campanhas pacíficas foram alvo de grupos de poder, por meio de investigações, sabotagens e da própria violência. Exemplos que Kurlansky apresenta demonstram que a guerra é ineficaz para se alcançar a paz. Ele desconstrói também um argumento comum aos defensores dos conflitos bélicos: a ideia de que o homem é, em sua natureza, um ser violento.

Com um grande leque de referências, o autor deixa clara também a diferença entre a não violência e o pacifismo – o último não se compromete com a ideia de atuação ativa, enquanto a não violência é aplicada com o intuito de agir por mudanças. É, ao final, um estudo sobre as guerras e seu papel, interesses econômicos, as religiões e a forma como conflitos podem ser resolvidos.


Editora: Objetiva
Páginas: 240

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