quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Primavera do Dragão - Nelson Motta


Sinopse

Em nova biografia, escritor conta o melhor da história de Glauber Rocha, estrela da geração que projetou o cinema brasileiro para o mundo

O novo livro de Nelson Motta transcorre sob o sol da Bahia, pelas ruas e becos de Salvador e entre incursões pelo misticismo do sertão nordestino e o glamour de Paris e Cannes. Em A Primavera do Dragão - A Juventude de Glauber Rocha (Objetiva), o escritor constrói um relato ágil sobre a juventude inquietante do cineasta baiano e a criação do Cinema Novo, que revolucionou a estética cinematográfica brasileira. Com a mesma pegada pop e o talento para resgatar histórias bem-humoradas de seus livros anteriores, o autor de Noites Tropicais e Vale Tudo traça o panorama de uma geração que inscreveu o Brasil no mapa do cinema internacional e arrancou elogios de Truffaut a Sartre.

No livro, Nelson evoca o nascimento do cineasta em Conquista, no interior baiano. Refaz as andanças do artista pela efervescente capital baiana, geralmente acompanhadas pelo amigo João Ubaldo Ribeiro. Recorda as experiências ainda embrionárias de Glauber no cinema, com os curtas-metragens Pátio e Cruz na Praça e o primeiro longa Barravento, produzidos sob o impacto de Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, e do neorrealismo italiano, de Rossellini. Descritos com cortes cinematográficos, seu foco são os anos que antecederam ao estouro de Deus e o Diabo na Terra do Sol, obra-prima do Cinema Novo, até a disputa do filme em Cannes com Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos.

"Quis abordar o melhor de Glauber e os anos de ouro do cinema brasileiro", afirma Nelson, que relata ter sentido uma emoção semelhante à primeira audição de Chega de Saudade, com João Gilberto, ao ver Deus o e Diabo na Terra do Sol. "Filmado quase integralmente em Monte Santo, no sertão baiano, Deus e o Diabo é uma história dramática, com planos sequenciais extraordinários, além de ser o marco cinematográfico de uma geração. Os relatos por trás da realização do longa-metragem revelam os bastidores quase inverossímeis de um dos principais filmes de todos os tempos", aponta o autor.

Nelson justifica o recorte da narrativa restrita à juventude de Glauber com a decisão de ressaltar a genialidade e o potencial criativo de um dos maiores cineastas brasileiro. "Não tenho vocação para histórias tristes, como o final da vida de Glauber. Gosto de contar a trajetória de artistas originais e sua parcela de loucura, anseio de liberdade e ambição artística. Por isso, a escolha de escrever a biografia do artista quando jovem, em seu ápice".

Créditos: Objetiva

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