quinta-feira, 14 de julho de 2011

Seria Uma Sombria Noite Secreta - Raimundo Carrero


Sinopse

O jornalista, dramaturgo e músico pernambucano Raimundo Carrero estreou na literatura em 1975, com o livro A História de Bernarda Soledade. Mas a ligação de Carrero com a literatura de qualidade começou muito antes, quando, ainda menino, lia de Graciliano Ramos a Dostoievski. Coincidência ou não, sua prosa também ganharia a crítica especializada. Carrero é um dos mais importantes autores brasileiros contemporâneos, com inúmeros prêmios. Entre eles, o Jabuti de Melhor Livro de Contos, em 2000, e o de Melhor romancista do ano, pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1995. 

Em 2010 recebeu os prêmios Machado de Assis, da Fundação Biblioteca Nacional, e o Prêmio São Paulo de Literatura pelo romance A minha alma é irmã de Deus. Mas com a história terminada, o escritor sentiu que alguns personagens tinham mais o que dizer. Escolheu Alvarenga e Raquel e começava assim seu mais recente trabalho Seria uma sombria noite secreta. Um livro que fala de um amor absoluto, que prescinde, inclusive, da presença do amado, algo tão peculiar à ânsia, à passionalidade do amante. 

O camelo Alvarenga e a prostituta Raquel vivem um amor desencontrado e confuso, sem desejos sexuais, movido pela imensa ternura que um sente pelo outro, desde a adolescência. Alvarenga vive dos restos de comida que encontra no lixo e Raquel transforma-se em prostituta desde que se entusiasmou com a teoria do corpo social francesa, durante aulas do Curso de História na Universidade. Os dois ocupam uma pensão no Bairro boêmio do Recife, em grande solidão e alimentando sonhos sem esperanças. 

Alvarenga é um personagem esquisito: toca corneta para chamar os amantes de Raquel e nem sabe dizer sequer se ela é bonita ou feia porque confunde os elementos estéticos do mundo contemporâneo. Para ele, bonito é um pássaro solitário, cheio de plumagem colorida, ou uma ave velha e decadente. Reunindo textos, personagens e situações novos com os de outros romances seus, que se repetem e avançam através da trama e da harmonia do texto, Carrero cria um romance único e singular. “O romance tradicional quer contar uma história, mas o escritor deve procurar novas técnicas e buscar caminhos. O leitor entende, sim", argumenta Carrero.

Créditos: Record

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