segunda-feira, 11 de julho de 2011

Escoffianas Brasileiras - Alex Atala


Sinopse

Com mais de 500 páginas o mestre Alex Atala compôs uma verdadeira obra de arte culinária. O chef conta também como tornou-se uma das mais renomadas personalidades da gastronomia mundial.

Resumo:

“Sou um chef, mas me orgulho mesmo é de ser cozinheiro” é assim que Alex Atala se define na abertura de seu novo livro Escoffianas Brasileiras, publicado pela Larousse do Brasil. 
O nome é uma junção bem-humorada das Bachianas Brasileiras de Villa-Lobos – que sempre emocionaram o autor - com o nome do respeitado chef francês Auguste Escoffier. 
Escoffianas Brasileiras chega para brindar um momento muito importante para a gastronomia brasileira, em que se afirma a importância dos ingredientes da culinária brasileira “de raiz”, e se reconhece a necessidade de nossos chefs de conhecer e se apropriar desses ingredientes herdados de nossos ancestrais, índios, caboclos e caipiras. 
O livro divide-se em três partes: Aprendizado, Sonho, Realidade, que retratam as emoções do longo caminho que Alex Atala percorreu para ser o Chef nº 1 do Brasil, reconhecido internacionalmente. Essa estrutura da obra expõe uma consciência profunda do autor com relação a seu papel como mestre formador de profissionais da alta gastronomia. Dessa forma, Escoffianas é uma verdadeira obra de referência para todos os profissionais envolvidos de alguma maneira no universo da gastronomia. 
Na primeira parte, Alex conta a sua trajetória, detalha sua experiência no exterior e expõe como se deu a sua formação profissional. Um momento curioso neste primeiro capítulo é o relato do primeiro emprego em um restaurante, onde um chef velhinho esquentava a colher e encostava-a em alguma parte do corpo de alguém da equipe que estivesse fazendo algo errado. Alex também foi uma das vítimas do método pouco ortodoxo pelo fato de trabalhar encostado na bancada, ele foi demitido após o chef colocar uma colher quente no seu pescoço, mas nunca mais trabalhou encostado numa bancada. 
Alex abre o menu de Escoffianas Brasileiras com receitas básicas, contrariando a maior parte dos livros de gastronomia que geralmente mostram logo de início receitas sofisticadas. O chef explica que sempre achou estranho esse formato de literatura, afinal, sem uma boa base não se pode chegar a um resultado satisfatório. Para ilustrar esse raciocínio, Alex inicia com a receita de um brouillade de ovos, prato que ele gosta de fazer principalmente para seu filho Pedro. A receita nada mais é que uma mistura de ovos, com requeijão e manteiga. 
Em Sonho, Atala proporciona uma encantadora imersão no dia-a-dia de um cozinheiro, seja ele um profissional, um gourmet ou um diletante. Admite que nos primeiros anos de sua carreira ele foi no máximo um cozinheiro medíocre, visto que no início de carreira o aprendiz de chef é uma esponja que vai absorvendo conhecimento. A receita que abre este capitulo é o Risoto de alcachofra, que vem seguida de uma definição quase poética de Alex sobre receitas: “Mais do que eternas, as receitas, são como as pinceladas de um quadro ou a partitura de uma música, podem carregar a expressão de seu autor. Se a arte é tudo aquilo que gera emoção e que possibilita a alguém se expressar, a cozinha pode ser vista como arte.” 
A última parte aborda a realidade de um chef, de um dono de restaurante, desde os cuidados administrativos até a concepção e técnicas de preparo das receitas, mostrando que, antes de tudo, cozinhar é um ato prazeroso e instigante. “Um caminho sem volta” é assim que Alex Atala define a realidade de um profissional que trilhou o caminho do aprendizado, sonhou com o futuro e, em determinado momento da vida, se deparou com a realidade de ser um chef. O autor diz que quem chegou neste patamar dificilmente vai conseguir retroceder, e mesmo que consiga terá sempre dúvida sobre a melhor decisão que poderia ter tomado. Neste capítulo, Alex Atala fala da importância da identidade de um restaurante, sua missão e filosofia; segundo ele não só a comida atrai o cliente e sim a mensagem que o chef ou o local deixa na mesa após um bom jantar. 
Escoffianas Brasileiras tem a participação primorosa da jornalista Carolina Chagas, que durante cinco meses se encontrou pelo menos três vezes por semana com Alex, no Dom Restaurante, e juntos foram colocando em ordem a idéia, que o autor já tinha há alguns anos, de fazer três livros que falassem de aprendizado, do sonho e da realidade de ser chef de cozinha. Finalizado o trabalho de fotografia e também com todo o conteúdo gravado no papel, ambos chegaram à conclusão de que seria inviável três livros e a obra foi finalizada em um único volume. 
O menu de Escoffianas Brasileiras se fecha com um feliz texto de Alex Atala que reflete muito bem o seu jeito de entender a sua trajetória e, é claro, a paixão pelo país que definiu os sabores que o colocaria na posição de um profissional respeitado aqui e no mundo. 

Nestes anos perdi minha inocência, 
Meus ideais não são os mesmos 
Dos senhores que nos governam, 
Mas aquilo em que ainda creio aprendi com eles! 
Fodam-se! Sua consciência vai roer a sua alma. 
Sou feliz por ter nascido em um país
Que canta, dança e é feliz.

Créditos: Larousse

0 Opiniões sobre o Livro:

Postar um comentário

O Que Você Achou deste Livro?

Se Já Leu ajude outros leitores que estão em dúvida deixando sua opinião.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...